Essa coisa de perfeição que a maioria desejava ser nunca
lhe coube. Sempre foi assim, uma mulher estranha, retardada, insegura e, por vezes, a mais complicada
incógnita. Vítima de seus próprios defeitos.
Muitos a diziam ver, mas poucos lhe entendiam. Porém,
determinada demais: personalidade irremediável.
Jamais, em ocasião alguma, tente mudar ou subestimar tal ser. Ela pode ser
tudo sem ser nada. Uma espécie de mulher-menina.
Forte por fora; frágil por
dentro. Somente seus
olhos a transcreviam por
completo. Independente na vida, nunca das pessoas. Possuía vício bastante
comum: apego. O clichê
do amor a
perseguia de novo e de novo. Mas tinha a sabedoria de
ser uma pessoa feliz.
Seus hábitos juntamente com suas manias se tornavam mais
idiotas ao lado de quem realmente lhe fazia bem. Tendo
eles, ela tinha tudo. Mas mais
admirável ainda era seu sorriso que, quando visto, era lindo.
Tinha a enorme capacidade de contagiar tudo à sua volta. Diferente
e do mais único possível. Ela não precisava de muito
para fazê-lo, nem mesmo de toda aquela perfeição de que muitos haviam falado.

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