28 de fev. de 2012




Essa coisa de perfeição que a maioria desejava ser nunca lhe coube. Sempre foi assim, uma mulher estranha, retardada, insegura e, por vezes, a mais complicada incógnita. Vítima de seus próprios defeitos. Muitos a diziam ver, mas poucos lhe entendiam. Porém, determinada demais: personalidade irremediável. Jamais, em ocasião alguma, tente mudar ou subestimar tal ser. Ela pode ser tudo sem ser nada. Uma espécie de mulher-menina. Forte por fora; frágil por dentro. Somente seus olhos a transcreviam por completo. Independente na vida, nunca das pessoas. Possuía vício bastante comum: apego. O clichê do amor a perseguia de novo e de novo. Mas tinha a sabedoria de ser uma pessoa feliz. Seus hábitos juntamente com suas manias se tornavam mais idiotas ao lado de quem realmente lhe fazia bem. Tendo eles, ela tinha tudo. Mas mais admirável ainda era seu sorriso que, quando visto, era lindo. Tinha a enorme capacidade de contagiar tudo à sua volta. Diferente e do mais único possível. Ela não precisava de muito para fazê-lo, nem mesmo de toda aquela perfeição de que muitos haviam falado.

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