28 de fev. de 2012


Sua única companhia chamava-se solidão. Tão sozinha, tão desamparada, tão fria e tão machucada. Pobre moça com um buraco negro no lugar do coração, pois o roubaram e levaram-no para longe, para algum lugar que não sabe ao certo se conseguirá encontrar. Bandidos, delinquentes, levaram-na a sua felicidade. A tristeza tomou conta de seu ser, as lágrimas não se viam mais ali, pois nem forças ela tinhas mais, de chorar. Estava seca e rude. Sua alma não dava mais sinal de vida, ou de alguma forma de esperança. Ela estava presa a um labirinto e não sabia como sair dele; E precisava sair, conhecer o mundo lá fora, ir em busca de forças, de motivos que a fizessem sorrir. Estava exaurida de ficar presa naquele quarto sombrio, completamente vazio e ao mesmo tão cheio de lembranças que a perturbavam. Ela não tinha mais alguém pra conversar, um ombro amigo pra desabafar ou desabar;Estava tão perdida nesse mundo obscuro e cheio de coisas banais. Tal menina tinha olhos inchados de tantas lágrimas que por ali escorriam, ela queria sorrisos abertos, choros de felicidade; Queria alguém pra completa-la. Tinha medo de acabar sozinha naquele cômodo mais assustador da sua casa. Estava a procura de alguém para curar todas sua lamurias, de costurar com uma linha inquebrável cada ferida do seu coração. Desejava calorosamente ser feliz. Calorosamente o aconchego de quem a poderia trazer-lhe os meros sorrisos de contentamento a sua face nua novamente. Estava a espera deste desconhecido e torcendo para que ele não agravasse mais o seu encontro, com aquela bela moça amargada. Ele carregava consigo ramos de jasmim para colorir com a tês de sua vez, a vida daquela pobre moça cinzelada. 


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