28 de fev. de 2012

Precisando de você aqui


Lá fora chove forte e faz um frio de bater os queixos, e aqui dentro transborda um rio de lágrimas cercando um coração em formato de cubo de gelo. Acho que nunca me acostumei de fato com a solidão, ela me traz um medo arrepiante. Mas nunca gostei tanto da companhia das pessoas, na maioria das vezes são tão banais. Eu gosto de poucos, e esses poucos quase nunca estão presente quando preciso choramingar as minhas dores. Dores essas que são causadas até pela falta significante deles, mas é estranho, ao mesmo tempo em que me sinto só, eu gosto dessa sensação, acho que tudo vai de costume. Mas eu preciso de carinho, como qualquer outra pessoa e por mais durona que eu pareça, eu preciso de amor e afeto. Um abraço apertado ou uma palavra de conforto. Talvez a dependência esteja acabando comigo aos poucos, mas é inevitável não se apegar. É essa necessidade que me dilacera, a tua ausência corrói tudo que havíamos construído, minha cidade foi destruída, derramo tudo que esteve preso por tanto tempo, falta você ao meu lado para resgatar-me desta solidão tão atordoante, o frio tão vazio, os lábios trêmulos desejando os teus ferventemente, um beijo no pescoço, um carinho depois do almoço. Eu mesmo não entendo que vazio é esse no peito, que dor angustiante, onde está você para livrar-me dessa prisão. Encarcerada estou, presa no meu próprio dilema, tropeçando nos meus próprios erros, mas sei que virás para me salvar, será sempre eu e você, nós dois juntos contra o mundo. 

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